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Vejo flores em voce...

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Postado em 28/07/2014 (via/ | 12982 |Reblog this!|
"Eu resolvi voltar. Eu não descobri ainda se é por você que estou aqui, se é porque algo me faltava e eu ainda não descobri, se é porque eu estava com saudade de ser quem eu e era e achei que você poderia me ajudar.
De uns dias pra cá, nada é o bastante. Às vezes eu quero mudar o rumo, às vezes tenho medo. Às vezes tudo é demais e me falta espaço. Às vezes quero fugir. Às vezes quero alguém pra me acalmar os nervos, segurar no meu braço e dizer: “Para! Você não está sozinha.”.
Mas isso seria mentira. E você sabe disso. Estar sozinha é um fato que eu nunca quis encarar. Eu amava estar entre tanta gente e amava mais ainda o fato de você estar entre elas. Eu percebi que depois de um tempo, a vida te cobra tanto… Não, na verdade, você começa a se cobrar tanto que fazer amigos e amores parece ser a coisa mais impossível do mundo. Será, Zé!? Ou é coisa da minha cabeça!?
Hoje o dia amanheceu tão cinza. A noite parecia não ter fim. Acordei meio mal humorada, meio desanimada e coloquei a culpa no remédio que ando tomando pra curar algumas coisas que me falham o corpo. Pensei até em abandoná-lo e fazer o que eu realmente queria, mas mais uma vez, tive medo de que tudo voltasse ainda pior do que estava.
A carta é longa, Zé, até porque minha cabeça começou a se encher de novo.
Eu andei viajando por aí. Descobri uns lugares nesse país que deveriam ser abençoados por Deus, ou seja lá em quem você tenha fé. De qualquer forma, era lindo. Tinha um charme, um cheiro, um astral diferente. Era mágico, tão mágico que quando voltei pra casa, tive a breve sensação de que o “meu conto de fadas” tinha acabado.
Ele também estava lá, Zé. E acho que foi por isso que as coisas ficaram ainda mais bonitas. Eu achei que eu não fosse capaz de aguentar tanto tempo assim com alguém, mas ele me faz esquecer que o tempo existe.
Você me conhece bem, sabe que eu sou do tipo de gente que não se dá conta do que tem até que ela vai embora. Ou que nunca se dá conta mesmo.
Talvez eu tenha perdido muita gente interessante por simplesmente não querer entendê-las como elas me entenderam, mas ele não, Zé. Ele eu não vou deixar.
E eu não quero que você me deixe também, pelo simples fato de eu ter aprendido a ver as pessoas com você.
Eu sei que eu desapareci do mapa e agora eu venho aqui e jogo-lhe todas essas coisas absurdas sobre mim como se você não se importasse nenhum pouco (e eu sei que se importa), mas é que, todas as vezes que eu venho dizer que estou sozinha é só uma velha desculpa pra lhe escrever. Você vale a pena. Não é feito essa gente estressada, sem valor, metida a culta que anda por aí fingindo ser o que não é.
Eu contei nos dedos quantos eu tenho comigo. Uma mão é só sua.
Só fica, Zé.
Se eu fizer um poema, meu amigo
Você diz pra mim que me perdoa
e que vai ficar?"
Se eu voltar, você volta também? Isabela Menezes


Postado em 24/07/2014 (via/source) | 5100 |Reblog this!|


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Postado em 1/07/2014 (via/source) | 5824 |Reblog this!|
"Deixa eu aqui, por um instante, que seja. Faz tanto tempo que eu não me encontro com este papel. A conta que tenho a lhe pagar é grande, meu bem, é enorme. Acho que depois que parei de pensar no que ficaria bom estampado em suas linhas, eu parei de sentir que devo satisfações ao meu coração sobre o rumo que eu escolho pra minha vida. Depois que encontrei um grande amor, percebi que as vezes não é preciso ficar o tempo todo aqui, escrevendo, escrevendo e escrevendo, como se eu quisesse provar ou apenas dizer pra alguém o quanto o que eu sinto me faz sentir completa.
Talvez eu esteja sendo boba e talvez ainda haja alguém pra me apontar o dedo e dizer “Olha, bons amores não lhe permitem abandonar outros amores” (e digo outros amores, porque escrever sempre foi o meu romance favorito), mas sabe, eu aprendi a olhar aquilo que ninguém está olhando. Aprendi que nenhum amor foi abandonado, mas foi lapidado e virado uma dose a mais pra aquilo que encontrei.
Escrever sempre me tomou tempo demais, porque pensava muito sobre tudo e qualquer detalhe, passei a viver em função das coisas que me davam o que carregar e esqueci do peso que elas trazem consigo. Não, meu bem, não se engane. Se estou aqui agora, é porque ainda penso muito sobre cada detalhe e escrevo-os como se um dia fosse perdê-los. Escrevo-os para mim mesma em algum canto dessa minha cabeça cheia de labirintites, mas que talvez não precisem mais fazer tanto sentido.
Tenha sempre em mente que este velho papel, com as linhas quase sem foco algum, sempre será o meu par preferido e que eu, independente de qualquer descaso, vou pensar em tê-lo em mãos.
E olha, que fique bem claro: Eu não deixei de escrever sobre a vida, meu bem, eu só aprendi que pra ser feliz a gente não precisa contar pra ninguém."
Sobre não escrever mais e ser feliz assim.

ilicitum:

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Postado em 22/06/2014 (via/source) | 3995 |Reblog this!|


Postado em 19/06/2014 (via/source) | 4381 |Reblog this!|


Postado em 19/06/2014 (via/source) | 12268 |Reblog this!|


Postado em 19/06/2014 (via/source) | 25329 |Reblog this!|

coldplay:

Thank you Sydney, that was amazing. And here’s the new A Sky Full Of Stars video that you made with us… http://youtu.be/VPRjCeoBqrI love g,j,w,c


Postado em 19/06/2014 (via/ | 2073 |Reblog this!|